Dora é uma esteticista que divide o seu tempo entre a profissão, o marido, António, que é polícia, e as reuniões do pequeno partido de esquerda a que pertence.
Uma história de amor e como temos que aprender a existir e a resistir no quotidiano enquanto procuramos a felicidade.
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O filme da jovem cineasta Catarina Ruivo é o segundo de uma obra que se constrói. Após André Valente, aclamado pelos festivais e crítica internacionais, este conta com uma grande panóplia de actores nacionais, contribuindo para uma solidez do conjunto talvez tanto como a espantosa fotografia de Rui Poças. A já conhecida segurança e fluidez de Catarina Ruivo a filmar contribui desta forma para um conjunto homogéneo e um argumento pertinente e impulsivo. A aposta em Adelaide de Sousa, uma cara nova nestas andanças e monstros do cinema como Luís Miguel Cintra e Isabel Ruth reaparecem aqui com uma prestação igual a si mesmos. Valores do Teatro português como Ricardo Aibéo e Rita Durão e também António Pedro Figueiredo contribuem para um campo onde se esgrimam personagens e histórias de luta, mas sobretudo de persistência, amor e sensibilidades. Este filme esteve presente no Festival do Rio 2007.