Nasceu em Coimbra em 1971. Formou-se na Escola Superior de Teatro e Cinema e especializou-se em montagem tendo trabalhado entretanto no documentário LARGO de Pedro Sabino e nos filmes A MULHER POLÍCIA de Joaquim Sapinho (Panorama, Festival de Berlim 2003) e MAL de Alberto Seixas Santos (Competição do Festival de Veneza de 1999)
Realizou e montou a curta-metragem UMA CERVEJA NO INVERNO (Festival de Curtas-Metragens de Vila do Conde em 1998 e, entre outros, Festival de Oberhausen).
A sua primeira longa metragem, ANDRÉ VALENTE, estreou em Portugal e França após ter sido apresentada em vários festivais onde arrecadou alguns prémios (Festival de Locarno 2004, Prémio D. Quixote - International Federation of Film Societies; Festival de Gwangju (Coreia do Sul), Prémio da Crítica e "Young Cinema Jury Award"; Festival de Belfort; Festival de Angers; Festival Infinity (Turim), Prémios Albacinema para o Melhor Realizador e Signis para o Melhor Filme, entre outros festivais).
DAQUI P’RÁ FRENTE é o seu segundo filme.
Daqui p’ra Frente é sobre pessoas que recusam deixar cair os braços.
É uma história de amor onde várias vidas se cruzam à volta de um casal. Dora e António discutem, magoam-se, afastam-se, mas aprendem a transformar estes golpes em laços. E é um filme político, no sentido em que para mim a política é a forma como nos posicionamos perante o mundo.Além disso, parece-me importante falar da nossa memória política porque vivemos em tempos em que as antigas formas de intervenção social se tornaram ineficazes e em que é urgente descobrir novas maneiras de agir.
Por vezes dizemos que daqui p’ra frente tudo vai ser diferente; no filme apanhamos as pessoas nesse momento de mudança, vemos a crise e o instante em que começam a mudar, para depois as deixarmos entregues a si mesmas.